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Palikur (povo)

Os Palikur, povo indígena falante de uma língua arawak, são uma das populações que há mais tempo vivem na região ao norte da foz do Amazonas. Sabe-se disso, porque, já na primeira década do século XVI, documentos de viajantes europeus relatavam a presença de uma numerosa sociedade indígena chamada Paricura, localizada na foz de um …

Nambikwara (povo)

Famosos na história da etnologia brasileira por terem sido contatados “oficialmente” pelo Marechal Rondon e por terem sido estudados pelo renomado antropólogo Claude Lévi-Strauss, os Nambiquara vivem hoje em pequenas aldeias, nas altas cabeceiras dos rios Juruena, Guaporé e (antigamente) do Madeira. Habitam tanto o cerrado, quanto a floresta amazônica e as áreas de transição …

Mura (povo)

Os Mura ocupam vastas áreas no complexo hídrico dos rios Madeira, Amazonas e Purus. Vivem tanto em Terras Indígenas, quanto nos centros urbanos regionais, como Manaus, Autazes e Borba. Desde as primeiras notícias do século XVII são descritos como um povo navegante, de ampla mobilidade territorial e exímio conhecimento dos caminhos por entre igarapés, furos, …

Munduruku (povo)

Povo de tradição guerreira, os Munduruku dominavam culturalmente a região do Vale do Tapajós, que nos primeiros tempos de contato e durante o século XIX era conhecida como Mundurukânia. Hoje, suas guerras contemporâneas estão voltadas para garantir a integridade de seu território, ameaçado pelas pressões das atividades ilegais dos garimpos de ouro, pelos projetos hidrelétricos …

Miranha (povo)

O povo Miranha aparece, na história indígena, como uma espécie de anti-herói. Considerados como “bárbaros” e “antropófagos” pelos naturalistas, seus chefes ficaram conhecidos por vender aos brancos prisioneiros inimigos, membros de hordas rivais, ou mesmo seus próprios(as) filhos(as). O impacto das frentes dos Estados nacionais do século XX, no entanto, submeteu seus descendentes enquanto grupos …

Menky Manoki  (povo)

Manoki é como se autodenominam os índios mais conhecidos como Irantxe, cuja língua não tem proximidade com outras famílias lingüísticas. Sua história, contudo, não é muito diferente da maioria dos índios no Brasil: foram praticamente dizimados em decorrência de massacres e doenças advindas do contato com os brancos. Em meados do século XX, a maior …

Mehinako (povo)

Habitantes da área cultural região conhecida como Alto Xingu (englobada pelo Parque Indígena do Xingu), os Mehinako são parte de um amplo complexo de povos pouco diferentes entre si. O sistema especializado de trocas comerciais, os rituais intersocietários e os padrões de intercasamento a um só tempo enredam e particularizam os Mehinako das demais etnias …

Matsés (povo)

Os Matsés, também conhecidos como Mayoruna, habitam a região de fronteira Brasil-Peru. Suas comunidades estão distribuídas ao longo da bacia do rio Javari, no extremo oeste da Amazônia brasileira, e, no Brasil, vivem na TI Vale do Javari junto com outros povos falantes de línguas das famílias Pano e Katukina. Guerras empreendidas pelos Matsés no …

Matis (povo)

Estimados em várias centenas na época dos primeiros contatos (no final dos anos 70), os Matis, falantes de uma língua Pano, não passavam de 87 em 1983. Nesse curto período, várias epidemias se espalharam pela região, afetando um enorme número de pessoas, especialmente crianças e idosos. Os últimos meses de 1981 foram especialmente trágicos, tendo …

Matipu (povo)

Os Matipu habitam a porção sul do Parque Indígena do Xingu, integrando a rede de trocas e cerimônias inter-societárias que envolve os dez povos da área cultural do Alto Xingu. Entre estes, o grupo possui ainda maior identificação com os outros grupos de língua Karib – Kalapalo, Kuikuro e Nahukuá –, com quem mantém relações …

Marubo (povo)

Tal como acontece em sua cosmologia, em que novos entes são formados pela agregação ou transformação de partes de seres mortos e mutilados, o povo Marúbo parece resultar da reorganização de sociedades indígenas dizimadas e fragmentadas por caucheiros e seringueiros no auge do período da borracha. Mas esse movimento de dispersão e reagrupamento pode remontar …

Habitantes de uma região de fronteira, os Macuxi vêm enfrentando desde pelo menos o século XVIII situações adversas em razão da ocupação não-indígena na região, marcadas primeiramente por aldeamentos e migrações forçadas, depois pelo avanço de frentes extrativistas e pecuaristas e, mais recentemente, a incidência de garimpeiros e a proliferação de grileiros em suas terras. …