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Katukina do Rio Biá (povo)

Os Katukina do Biá chamam a si mesmos de Tükuna, termo semelhante à autodenominação kanamari, significando “gente”. Os dois povos falam variedades da mesma língua e compartilham inúmeros aspectos culturais, mas os Katukina são singulares em relação a seus próprios mitos, rituais e formas de organização social. Conseqüentemente, têm sua própria maneira de lidar com …

Katukina Pano (povo)

Como em suas atuais “brincadeiras”, formas abreviadas de antigos rituais, em que a constituição da sociedade emerge da interação entre os participantes, os Katukina enfatizam em sua própria história os contatos com grupos indígenas vizinhos, a partir dos quais reformulam e reconstroem seus arranjos sociais. Não deve ser por outro motivo que o Pe. Tastevin, …

Karitiana (povo)

Os Karitiana constituem um dos muitos grupos do estado de Rondônia ainda pouco estudados pela Antropologia. Tradicionalmente localizados nos vales dos rios Candeias, Jamari e Jaci-Paraná, grandes afluentes da margem direita do rio Madeira, nos últimos anos suas principais batalhas em favor de sua reprodução física e sociocultural têm sido a revisão dos limites da …

Kariri-Xocó (povo)

Seu cotidiano é muito semelhante ao das populações rurais de baixa renda que vendem sua força de trabalho nas diferentes atividades agropecuárias da região. Mas ser índio em Porto Real do Colégio significa ser filho da aldeia e conhecer o segredo do Ouricuri, desde a primeira infância.

Karipuna(de Rondônia) (povo)

Em 2004 havia quatorze sobreviventes: não há indicador mais contundente da desastrosa história de contato desse grupo com os não-indígenas. O ciclo da borracha no início do século XX pode ser considerado o marco inicial da seqüência de mortes e invasões em seu território tradicional. Esse foi também o período de construção da ferrovia Madeira-Mamoré, …

Kanamari (povo)

Os Kanamari chamam a si mesmos Tukuna, termo que significa “gente” e que eles estendem a todos os povos da família lingüística Katukina. A despeito das adversidades que o século XX lhes trouxe, em particular a presença crescente e violenta de não-indígenas, os Kanamari vêm conseguindo manter a riqueza e complexidade de sua língua, mitologia …

Kamayura (povo)

Os Kamaiurá constituem uma referência importante na área cultural do Alto Xingu, em que povos falantes de diferentes línguas compartilham visões de mundo e modos de vida bastante similares. Estão ainda vinculados por um sistema de trocas especializadas e rituais intergrupais, os quais recebem diferentes nomes no interior de cada etnia, mas que ficaram mais …

Kalapalo (povo)

A vida social nas aldeias kalapalo – um dos quatro grupos de língua Karib que habita a região do Alto Xingu, englobada pelo Parque Indígena do Xingu – varia de acordo com as estações do ano. Na estação seca, que se estende de maio a setembro, a comida é abundante e é tempo de realizar …

O contato dos Kaingang com a sociedade envolvente teve início no final do século XVIII e efetivou-se em meados do século XIX, quando os primeiros chefes políticos tradicionais (Põ’í ou Rekakê) aceitaram aliar-se aos conquistadores brancos (Fóg), transformando-se em capitães. Esses capitães foram fundamentais na pacificação de dezenas de grupos arredios que foram vencidos entre …

Kaiabi (povo)

Os Kawaiwete resistiram com vigor às invasões de suas terras ancestrais por empresas seringalistas desde o final do século XIX. A partir dos anos 1950, a região dos rios Arinos, dos Peixes e Teles Pires foi retalhada em pequenas áreas que viraram fazendas e, forçados a deixar suas áreas tradicionais, dividiram-se em três grupos. A …

Kadiwéu (povo)

Os Kadiwéu, conhecidos como “índios cavaleiros”, por sua destreza na montaria, guardam em sua mitologia, na arte e em seus rituais o modo de ser de uma sociedade hierarquizada entre senhores e cativos. Guerreiros, lutaram pelo Brasil na Guerra do Paraguai, razão pela qual, como contam, tiveram suas terras reconhecidas.

Ka’apor (povo)

Os Ka´apor surgiram como povo distinto há cerca de 300 anos, provavelmente na região entre os rios Tocantins e Xingu. Talvez por causa de conflitos com colonizadores luso-brasileiros e com outros povos nativos, iniciaram uma longa e lenta migração que os levou, nos idos de 1870, do Pará, através do rio Gurupi, ao Maranhão. Colonizadores …